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FICHA DE ENTIDADE
Museu:
Património Museológico das Comunicações
Denominação:
HERRMANN, Maximiliano Augusto
Tipo:
Autor
Nascimento:
Lisboa, 1832
Actividade(s):
Inspector das Linhas Telegráficas dos Caminhos de Ferro
Óbito:
Lisboa, 1913
Biografia:
Nasceu em Lisboa a 17 de Abril de 1838.
Frequentou o Instituto Industrial de Lisboa, de 1857 a 1862, onde foi discípulo de Francisco da Fonseca Benevides, que contribuiu para o seu interesse no estudo da eletricidade e suas aplicações.
Em 1863/64, quando trabalhava como inspetor das linhas telegráficas da Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses do Norte e Leste, introduziu profundas alterações de caracter técnico no recetor Morse tornando-o mais simples e mais fácil de regular. Estas melhorias no aparelho de Morse receberam elogios na Conferência Telegráfica Internacional de 1865. Este aparelho foi, pela primeira vez, apresentado na Exposição Internacional do Porto, em 1865, e foi descrito nos Annales Telégraphiques de Paris e na Revista de Telégrafos de Espanha.
Em Junho de 1864, a Direcção-Geral dos Telégrafos do Reino determinou que se adquirisse em França apenas a relojoaria e os electro ímanes dos recetores, que seriam completados em Portugal, segundo as modificações de Herrmann.
Em 1865, face ao êxito obtido com as suas inovações e dado o grande número de encomendas da Direcção-Geral dos Correios portugueses, Herrmann montou em Lisboa uma oficina de instrumentos de precisão.
Em 1877, chegou a Portugal o eco do extraordinário invento do telefone, inventado havia apenas escassos meses por Alexander Graham Bell. O telefone de mesa Bell, importado da Alemanha, não sendo funcional foi mais tarde melhorado, em Lisboa, pelo telegrafista Cristiano Augusto Bramão e pelo inspetor das linhas telegráficas dos Caminhos-de-ferro, Maximiliano Augusto Herrmann. Foi registada a sua patente sob o nº 633 no Instituto Nacional de Propriedade Industrial. Em Dezembro, na presença do Rei D. Luis I, foram utilizados na linha montada entre o Observatório Astronómico da Ajuda e o Observatório Meteorológico da Escola Politécnica.
Em 1879, Herrmann concebe em parceria com Cristiano Augusto Bramão o primeiro auscultador e microfone numa só peça. O Telefone de Mesa Bramão constitui uma referência a nível internacional, sendo considerado o primeiro aparelho telefónico do mundo que apresenta numa só peça o auscultador e o microfone.
O telefone de parede Herrmann (1880), também conhecido por “telefone privilegiado”, teve um papel importante antes da inauguração das linhas públicas de Lisboa e Porto, sendo já utilizado em linhas particulares. Telefone de chamada por botão é composto por dois auscultadores revestidos a fibra têxtil e um microfone fixo. Em 1882, quando foram inauguradas as redes telefónicas públicas de Lisboa e Porto, estavam já instalados mais de 100 telefones do modelo Herrmann.
Em 1886, foi escolhido para executar o projeto que viria a permitir informar a hora exata aos navios ancorados no Tejo, tendo ligado eletricamente o «balão-sinal» do Porto de Lisboa ao Observatório Astronómico.
Herrmann também executou a primeira instalação particular de luz elétrica em Lisboa. Encarregou-se igualmente de numerosos trabalhos em fortificações militares. As suas oficinas encontravam-se apetrechadas para atender todas as exigências de instalações elétricas.
Entre 1895 e 1898, a par da sua grande atividade industrial, Maximiliano Herrmann foi professor na Escola Industrial Marquês de Pombal, onde regeu a cadeira de Física.
Apesar de não ser engenheiro diplomado, foi sócio da Associação dos Engenheiros Civis Portugueses, desde Agosto de 1869 até à data do seu falecimento, a 26 de Abril de 1913, com 75 anos de idade e meio século de intenso labor industrial.
No Instituto Nacional da Propriedade Industrial estão registadas as seguintes patentes referentes a Maximiliano Augusto Herrmann:
- Patente 633 (1880, Novembro) – Invento – Melhoramentos introduzidos nos telefones do Sistema Bell e nos transmissores telefónicos de carvão
- Patente 881 (1883, Setembro) – Invento – Prorrogação por mais três anos do privilégio concedido para melhoramentos nos telefones do Sistema Bell e nos transmissores telefónicos de carvão
- Patente 917 (1884, Maio) – Invento – Sistema de condutores elétricos aéreos ou subterrâneos para iluminação elétrica, comunicações telegráficas e telefónicas, transmissão de força, etc
- Patente 2681 (1897, Dezembro) – Invento – Nova disposição de aparelhos telegráficos de Morse em caixa portátil formando estação de duas direções e aperfeiçoamentos em diversos aparelhos
- Patente 4947 – Invento – Um aparelho ou instrumento indicador


Fontes:
- CTT/TLP, Museu dos, «Bramão e outros inventores portugueses – Exposição Comemorativa do Centenário do telefone Bramão, 1879-1979», pp 10-12 e pp 41-42
- Leonardo, António José F.; Martins, Décio R.; Fiolhais, Carlos, «A telegrafia eléctrica nas páginas de "O Instituto", revista da Academia de Coimbra»
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